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Celebração do Crisma em Tabuaço

No passado sábado, dia quatro de julho, na paróquia de Tabuaço, D. António Couto, Bispo de Lamego, administrou o sacramento do Crisma a nove jovens.

Foram dez anos de preparação, de caminhada, de fé. Dez anos de descoberta de Deus na catequese, graças ao esforço diário das catequistas que nos acompanharam. Mas, a jornada não começou na catequese. Começou logo no Batismo, onde recebemos a graça de podermos ser chamados de Filhos de Deus… avançamos para a Primeira Eucaristia, onde, pela primeira vez comungamos o Corpo de Cristo, e, agora, a confirmação das promessas batismais. O dia em que realmente, por vontade própria, nos tornarmos católicos. Tal como disse D. António, ser crismado é ter Cristo em nós, sermos de Cristo. Tivemos o privilégio de ter um encontro com o sr. Bispo, em Lamego, no Paço Episcopal. E, como bons católicos, recebemos a graça da absolvição dos pecados, após a confissão. Além disso, participámos ativamente na preparação próxima deste momento tão importante das nossas vidas e da vida comunitária.

Na celebração ressaltam momentos onde as emoções emergiram e onde se pode ver a graça de Deus na vida das catequistas e dos crismandos. Na homilia, o sr. Bispo focou-se sobretudo em assuntos atuais, como a guerra e a paz, a humildade e a vaidade, o verdadeiro poder e a ilusão. Sobressaem-se momentos em que as comparações entre os pontos anteriormente referidos se notam profundamente, como a comparação entre o Rei que entra na cidade montado num jumentinho, e o Imperador, Alexandre Magno, que entra na cidade com exércitos, ou, por exemplo, os conflitos armados na região de Israel e Palestina, e a clara analogia entre a diferença de realidades. No texto da profecia de Zacarias, lida no passado sábado, D. António mostrou muito facilmente que um Rei que entra numa cidade humildemente, montado num jumentinho, transmite apenas paz. Hoje em dia, os “líderes” entram nas cidades do médio oriente com drones e mísseis.

Depois da homilia, o momento da Crismação, em que acolhemos os dons do Espírito Santo, acompanhados pelos nossos padrinhos ou madrinhas de crisma, que aceitaram esta missão de acompanha e de testemunhar a fidelidade a Cristo, ao Evangelho e à Igreja, tão importante para nós e para as nossas vidas.

A celebração continuou, e, na ação de graças os jovens acenderam de novo a sua vela de Batismo, reforçando assim o seu compromisso com Deus, e, além disso, agradeceram pelos dons que Deus lhes deu desde o início desta caminhada.

No final da Eucaristia, seguiram-se os habituais agradecimentos pelo empenho e dedicação das catequistas, pelo testemunho dos (agora) crismados, pela presença solícita do Sr. Bispo, pela missão do nosso pároco e por todo o envolvimento da comunidade paroquial, zeladoras dos altares e da Igreja, acólitos, leitores, cantores. Todos, todos, todos a serem comunidade de Cristo.

Depois da calorosa celebração, um lanche comunitário com a presença dos crismados e das suas famílias e amigos.

Concluindo, tal como Deus deu as asas à pomba para que ela pudesse fugir do gato, analogia dos rabinos judaicos, usada por D. António, também as catequistas, família, amigos e paróquia, e claro, Deus, deram-nos as asas, asas da sabedoria, do entendimento, do conselho, da fortaleza, da ciência, da piedade, do temor a Deus, mas, acima de tudo, da fé em Deus.


Francisco Fernandes, in Voz de Lamego, ano 96/33, n.º 4858, de 8 de julho de 2026

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