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50 anos das Irmãs Dominicanas em Castro Daire

Tudo o que tiver ao meu alcance para aliviar os pobres e infelizes, eu o farei.  
(Teresa de Saldanha)

Celebrar 50 anos de presença das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina, em Castro Daire, é fazer memória agradecida do passado e apontar o caminho para o futuro. É dar graças a Deus pela presença das irmãs no meio do povo, como presença simples e discreta, mas viva e transformadora, através de pequenos gestos. É acreditar que para fazer o bem sempre não são necessárias grandes obras, mas sim um testemunho quotidiano de alegria e esperança para todos aqueles que se cruzam no nosso caminho.

No passado dia 21 de junho, a paróquia de S. Pedro de Castro Daire viveu com enorme alegria as celebrações de encerramento do ano jubilar, vivido pelas Irmãs Dominicanas, que há 50 anos ali fundaram uma das primeiras comunidades de inserção da Congregação, em Portugal. Foi um dia rico de memórias, em que a comunidade deu graças a Deus pelo dom que as suas irmãs são para si. O Grupo Coral da Paróquia preparou um magnífico concerto de homenagem, abrilhantado pelo som do órgão de tubos da Igreja Matriz executado pelo Padre André Pereira e acompanhado pelo Bruno e Vasco com metais de sopro. Seguiu-se a Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo de Lamego, D. António Couto e concelebrada por mais de uma dezena de sacerdotes, na qual estiveram também presentes a Madre Geral da Congregação, Ir. Rosilene Linares, a Superiora Provincial, Ir. Alzira Ferreira e um número significativo de irmãs vindas de outros pontos do país, além de vários leigos dominicanos. As autoridades civis locais marcaram igualmente presença neste dia festivo, prova disso foram as diferentes homenagens que as irmãs receberam no final da Eucaristia, quer pela paróquia, quer pela câmara municipal e junta de freguesia.

No final da missa, aconteceu um dos momentos mais esperados: a inauguração de um memorial onde figuram os nomes das trinta e uma irmãs que passaram pela comunidade de Castro Daire. A obra de grande beleza estética, evoca o movimento e a continuidade, imortalizando desta forma as vidas que se gastaram ao serviço da comunidade de Castro Daire. Após este momento, seguiu-se o jantar convívio com a comunidade local e demais convidados, onde se brindou e saudou a vida e obra das irmãs e todo o bem semeado naquela localidade através delas! Deo Gratias!

 

Ir. Ana Margarida Lucas, dscs, in Voz de Lamego, ano 96/32, n.º 4857, de 1 de julho de 2026

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