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Padre Luís Ribeiro da Silva

Nasceu em Magueija a 27 de dezembro de 1933.

Filho de Ismael Ribeiro da Silva e Ester Ribeiro.

Depois do ensino primário, frequentou o Seminário Menor de Resende de onde transitou, em 1953, para o Seminário Maior de Lamego.

Foi ordenado de presbítero no dia 15 de agosto de 1960.

Celebrou a Missa Nova no Lar Sagrado Coração de Maria, em Viseu, e acolitaram o Pe. Brás (diácono) e Pe. João André (Subdiácono). A reflexão coube ao então Cónego Cosme do Amaral, posteriormente Bispo de Leiria-Fátima.

Entretanto foi nomeado pároco de Granjinha, Távora e capelão de Cabriz Tabuaço, onde permaneceu por um curto período de tempo, até ser foi nomeado, em 1962, Capelão Militar para Angola e mais tarde para Moçambique.

A partir de abril de 1975, assumiu a paroquialidade de Barcos, de Adorigo e de Santa Leocádia. Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tabuaço, desde 1986 até ao final do ano de 2022, instituição que dotou de equipamentos para o desempenho das atividades socio-caritativas.

Devido à falta de saúde do então pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Pinto Afonso, por decreto do Sr. Bispo de Lamego, foram os dois nomeados co-párocos dos respetivos espaços paroquiais. Desta forma, o Pe. Luís assumiu, conjuntamente, a responsabilidade das Paróquias de Tabuaço e de Pinheiros, entre 1986 e 1996. Por diversas vezes tomou responsabilidade de outras paróquias. Voltou a assumir a paroquialidade de Tabuaço e Pinheiros durante ano e meio por falta de pároco, entre 25 de abril de 1999 e 12 de novembro de 2000.

Em 1990 foi nomeado arcipreste de Tabuaço, durante alguns mandatos, até ao início do ano de 2006.

Com formação e diploma em ensino alargado de Filosofia, Português, Literatura, Latim, Grego, Francês e História, lecionou e propôs a exame vários alunos do chamado ensino doméstico, e por fim foi professor de EMRC na Escola C+S de Tabuaço, durante mais de 20 anos.

Foi capelão hospitalar durante 24 anos e membro da administração do Hospital de Tabuaço após a nacionalização, durante 8 anos, tendo assumindo mesmo a presidência do mesmo conselho de administração. Foi capelão do Lar da Santa Casa da Misericórdia, até foi dispensado da paroquialidade de Barcos, Adorigo e Santa Leocádia, retirando-se para a sua terra natal, Magueija, a partir de 19 de outubro de 2025.

A 15 de Agosto de 2010, celebrou as Bodas de Ouro Sacerdotais, com a presença de vários sacerdotes, entre o atual pároco da sua terra natal, o Pe. Hermínio, e sob presidência de D. Jacinto Botelho.

Sacerdote combativo, procurou contribuir para um concelho mais próspero, desenvolvido e em que as famílias tivessem as condições de bem-estar e trabalho, melhorando a vida das pessoas e a fixação dos jovens. Nesse sentido, além das obras especificamente sócio caritativas, como as diversas valências da Santa Casa da Misericórdia, o compromisso com a Adega Cooperativa de Tabuaço e a fundação da Caixa de Crédito Agrícola de Tabuaço, que dirigiu durante alguns anos.

Para aqueles que o conhecem, sabem como a preocupação pelos outros se efetivava de variadas formas, ajudando na formação, no acesso a diplomas de ensino, no acolhimento de jovens, confiados ao seu cuidado, livrando alguns jovens da tropa, no tempo em que poderiam ser mobilizados para a guerra do Ultramar. O mesmo zelo pelas paróquias, no arranjo de igrejas e capelas, e nos bens patrimoniais com que as foi dotando. A mesma preocupação no zelo pastoral-espiritual, nunca se furtando a momentos de oração, de celebração, de formação, no espaço paroquial e na ajuda aos párocos vizinhos.

No dia do seu funeral, a 23 de março, na celebração Exequial, D. António Couto, enquadrando-nos com a Palavra de Deus, sublinhou o sorriso de criança característico do Pe. Luís, lembrando que quem não se tornar como criança não entrará no reino de Deus. Os salmos cantados, salmos de peregrinação, falam desta nossa caminhada até Deus, até à eternidade. Para Deus todos estão vivos. É a nossa esperança, a nossa fé. O padre Luís foi um lutador por causas, nomeadamente por causas sociais, nem sempre consensual, mas lutador, até ao fim. Nas bem-aventuranças de Lucas, quatro bem-aventuranças, quatro maldições, numa delas se refere “Ai de vós, quando todos os homens disserem bem de vós! Pois o mesmo faziam os seus pais aos falsos profetas”. De facto, o Pe. Luís não era consensual, mas lutou por causas, o concelho de Tabuaço, e as paróquias que lhe foram confiadas, muito lhe pode agradecer. A Deus o confiamos, com o seu sorriso de criança, com a sua alegria e com as lutas que o conduziram até à eternidade.

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